Conheça nossa proposta para o “Primeiro Aberto de Arquitetura” da Weefor Arq.

Após a divulgação do resultado do “Primeiro Aberto de Arquitetura” pudemos postar a nossa proposta para este concurso.

Pranchas Weefor: cuboverde

 

    A dualidade do individual e do coletivo, da privacidade e da convivência, do esporte e do descanso, do lazer e do trabalho formou o principal conceito do projeto. Todos os apartamentos têm um apelo de exclusividade e privacidade, onde o morador desfruta de sua unidade tendo uma vista com enquadramento único para a cidade, acesso ao exterior através de sacadas exclusivas com ângulos variados em um apartamento bastante flexível.

    Já as áreas comuns primam por provocar encontros, conexões entre os moradores, incentivando a criação de laços de amizade. Os corredores internos são amplos e iluminados, gerando espaços de estar. Uma área esportiva está prevista na cobertura incentivando à prática do esporte. O programa compreende ainda um espaço de “co-working”, salão de festas, sala de jogos, academia, piscina e pista de corrida. Incentivando o compartilhamento, o projeto contempla ainda um carro elétrico e bicicletas compartilhados.

    A Implantação do edifício está recuada no terreno, formando uma praça pública onde a vizinhança usufrui de espaços de estar. Assim, a ocupação da área externa do edifício contribui para o controle social da rua, aumentando a segurança para todos.

Aproveitamos para parabenizar todos os vencedores e demais participantes, além da empresa Weefor pela bela iniciativa. Para saber mais, consulte: https://www.weefor.arq.br/

…as áreas comuns primam por provocar encontros, conexões entre os moradores, incentivando a criação de laços de amizade.

 

Todas as empresas certificadas no PBQP-H terão que se comprometer com a sustentabilidade em suas políticas de qualidade

Em 14 de junho de 2018 foi divulgado o novo SiAC, sigla para Sistema de Avaliação da Conformidade de Empresas de Serviços e Obras da Construção Civil, editado pela Secretaria Nacional de Habitação no Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade do Habitat – PBQP-H.

Para aqueles que são familiarizados com a construção ou incorporação imobiliária para a habitação, o SiAC dispensa apresentações. Já para aqueles que são curiosos ou novatos no assunto, o SiAC é a norma que rege os sistemas de qualidade de empresas do ramo da construção, e tem atendimento obrigatório para empresas que atuam com financiamento imobiliário pela Caixa Econômica Federal e/ou outros bancos.

O novo SiAC tem uma série de mudanças, basicamente se atualizando em relação à última atualização da norma ISO. Porém, o foco deste post não é apresentar as mudanças como um todo, e sim provocar a reflexão sobre um item novo, fundamental e completamente conectado com as tendências atuais: a sustentabilidade na construção civil.

No item 5 a norma fala que a empresa deve ter uma ‘política da qualidade’ que seja compatível com “a direção estratégica da empresa construtora”. Ou seja, a empresa deve fundamentar seus princípios estratégicos em sua política da qualidade.

Até aí, nada de novo. Mas no item 5.2.1, surge pela primeira vez a obrigatoriedade de acrescentar o comprometimento com a ‘sustentabilidade’ na ‘política da qualidade’.  Isto sim, é algo novo e algo grande!

A partir de agora, todas as empresas certificadas no PBQP-H, níveis “A” ou “B” terão que se comprometer com a sustentabilidade em suas políticas de qualidade, que devem nortear todo o planejamento estratégico da empresa.

A partir de agora, todas as empresas certificadas no PBQP-H, níveis “A” ou “B” terão que se comprometer com a sustentabilidade em suas políticas de qualidade, que devem nortear todo o planejamento estratégico da empresa.

O que isso quer dizer? Pois bem: usar madeiras de origem responsável, cobrando DOF, ou controlar corretamente todos os MTR´s das obras e ter PGRCC já eram requisitos regulamentares. Então? Este será o momento de dar o próximo passo: começar a elaborar projetos realmente sustentáveis, desde a sua concepção arquitetônica, passando por todas as disciplinas complementares, eficiência energética, hídrica, paisagística e vegetal, até a função social e a redução do impacto da obra propriamente dita.

Nossa expectativa é que, com isso, as empresas realmente comprometidas com seus sistemas de qualidade comecem a entender que a sustentabilidade veio para ficar, e que um projeto arquitetônico bem elaborado é o princípio de tudo.

Nós, do cuboverde, podemos ajudar nesta tarefa, elaborando projetos arquitetônicos comprometidos com a sustentabilidade, buscando inclusive a diferenciação das demais construtoras auxiliando no processo de certificação de empreendimentos (leia mais em http://cuboverde.com.br/veja-como-a-sustentabilidade-pode-contribuir-para-as-estrategias-de-crescimento-de-sua-construtora-incorporadora/)

Cervejaria Weber Bier é uma das vencedoras do 6º Prêmio Saint-Gobain de Arquitetura – Habitat Sustentável

Mais uma vez o cuboverde tem a honra de ter um de seus projetos dentre os vencedores do Prêmio Saint-Gobain de Arquitetura – Habitat Sustentável, desta vez em sua 6ª edição. Mais uma vez o evento de premiação foi em altíssimo nível, e a equipe Saint-Gobain recebeu a todos com sua habitual hospitalidade.

Fizeram parte da equipe a Arq. Ingrid Dahm, o Arq. Albert Koelln, a Arq. Greice Machado e o Arq. Pedro Pupe.

Na 6ª edição foram mais de 600 inscritos, 25 projetos premiados em diversas categorias, com mais de 350 pessoas presentes no evento de premiação.

Mais detalhes do prêmio podem ser vistos nos links abaixo:

Pranchas do projeto Weber Bier: um ciclo sustentável – cuboverde arquitetura sustentável

O projeto premiado do cuboverde foi uma microcervejaria, que recebeu o título de “Weber Bier – Um ciclo sustentável”. Nas pranchas foram apresentadas as diversas estratégias de sustentabilidade utilizadas, com ênfase no ciclo energético, ciclo da água e no ciclo construtivo.

Ciclo Energético

Os resíduos sólidos da produção de cerveja (malte e cevada) podem ser reaproveitados. Além de servirem como ração para os animais, o poder de fermentação e produção de gás destes resíduos será reaproveitado em um biodigestor, que produzirá energia para os geradores da fábrica.

O Biodigestor necessita também, além dos resíduos da cerveja, de complementação com esterco de porco. Sendo assim, os porcos, alimentados com parte do bagaço da cerveja, contribuirão com o esterco para o biodigestor, fechando assim um ciclo de contribuição entre a fábrica e a fazenda, incentivando a economia colaborativa na região.

Ciclo da Água

Para a produção de 1litro de cerveja, se estima o consumo de 4,5 litros de água. Isso se deve principalmente ao processo de resfriamento do mosto, no qual a água passa por uma serpentina e sai a 70°C, e esta água, sem qualquer aditivo químico, normalmente é descartada. Sendo assim, o projeto prevê uma grande caldeira para o armazenamento desta água, que possuirá apoio solar e então será reutilizada para consumo de água quente na pousada e apoios. Se estima, desta maneira, a economia de 1,2 litros de água no processo, reduzindo para 3,3 litros de consumo de água para cada 1 litro de cerveja produzida.

Os telhados foram projetados com caimento adequado para o recolhimento de 100% das águas pluviais, que serão armazenadas em uma grande cisterna e utilizada na limpeza da fábrica e demais espaços.

Ciclo Construtivo

O projeto insere-se estrategicamente no circuito cervejeiro da região, no entanto, propõe algo inovador: fabricar sem agredir o meio ambiente.

A estética contemporânea chama a atenção em relação às outras cervejarias e construções do entorno, que ainda apostam em uma releitura direta da arquitetura alemã. Este ponto foi polêmico durante a fase de aprovação do projeto, encontrando resistência a uma arquitetura inovadora. No entanto, compreendeu-se que a sustentabilidade e inovações desta edificação precisavam ser demonstradas na estética do edifício e o projeto foi finalmente aceito pela comunidade. A expectativa é que o empreendimento torne0se emblemático, sendo uma das primeiras fábricas sustentáveis da região sul e incrementando o turismo na cidade.

Todos os materiais brutos são regionais, apenas sendo dispostos de modo mais inovador, como as paredes de gabião para contenções e fechamentos. Todos os equipamentos da fábrica são de fornecedores próximos (Município de Bento Gonçalves) garantindo fácil assistência. A troca de matéria prima para o funcionamento do biodigestor é outro item que comprova que a sustentabilidade pode ir além da construção, apropriando-se de toda a vida útil da fábrica.

Participações Anteriores

Esta é a terceira participação do cuboverde no Prêmio Saint-Gobain. Na 4ª edição, em 2017, o projeto do Partec Green foi finalista na categoria Comercial (http://cuboverde.com.br/projetos/partec/). Já em 2018, na categoria de edifícios construídos, a Casa Estúdio foi uma das vencedoras (http://cuboverde.com.br/projetos/casa-estudio/).

Por ser um prêmio de abrangência nacional, que valoriza as iniciativas relacionadas a sustentabilidade na construção civil, ser mais uma vez um dos vencedores enche o escritório de orgulho, motivando a equipe ainda mais para buscar as melhores iniciativas técnicas disponíveis e lutando por uma arquitetura mais responsável e sustentável.