Todas as empresas certificadas no PBQP-H terão que se comprometer com a sustentabilidade em suas políticas de qualidade

Em 14 de junho de 2018 foi divulgado o novo SiAC, sigla para Sistema de Avaliação da Conformidade de Empresas de Serviços e Obras da Construção Civil, editado pela Secretaria Nacional de Habitação no Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade do Habitat – PBQP-H.

Para aqueles que são familiarizados com a construção ou incorporação imobiliária para a habitação, o SiAC dispensa apresentações. Já para aqueles que são curiosos ou novatos no assunto, o SiAC é a norma que rege os sistemas de qualidade de empresas do ramo da construção, e tem atendimento obrigatório para empresas que atuam com financiamento imobiliário pela Caixa Econômica Federal e/ou outros bancos.

O novo SiAC tem uma série de mudanças, basicamente se atualizando em relação à última atualização da norma ISO. Porém, o foco deste post não é apresentar as mudanças como um todo, e sim provocar a reflexão sobre um item novo, fundamental e completamente conectado com as tendências atuais: a sustentabilidade na construção civil.

No item 5 a norma fala que a empresa deve ter uma ‘política da qualidade’ que seja compatível com “a direção estratégica da empresa construtora”. Ou seja, a empresa deve fundamentar seus princípios estratégicos em sua política da qualidade.

Até aí, nada de novo. Mas no item 5.2.1, surge pela primeira vez a obrigatoriedade de acrescentar o comprometimento com a ‘sustentabilidade’ na ‘política da qualidade’.  Isto sim, é algo novo e algo grande!

A partir de agora, todas as empresas certificadas no PBQP-H, níveis “A” ou “B” terão que se comprometer com a sustentabilidade em suas políticas de qualidade, que devem nortear todo o planejamento estratégico da empresa.

A partir de agora, todas as empresas certificadas no PBQP-H, níveis “A” ou “B” terão que se comprometer com a sustentabilidade em suas políticas de qualidade, que devem nortear todo o planejamento estratégico da empresa.

O que isso quer dizer? Pois bem: usar madeiras de origem responsável, cobrando DOF, ou controlar corretamente todos os MTR´s das obras e ter PGRCC já eram requisitos regulamentares. Então? Este será o momento de dar o próximo passo: começar a elaborar projetos realmente sustentáveis, desde a sua concepção arquitetônica, passando por todas as disciplinas complementares, eficiência energética, hídrica, paisagística e vegetal, até a função social e a redução do impacto da obra propriamente dita.

Nossa expectativa é que, com isso, as empresas realmente comprometidas com seus sistemas de qualidade comecem a entender que a sustentabilidade veio para ficar, e que um projeto arquitetônico bem elaborado é o princípio de tudo.

Nós, do cuboverde, podemos ajudar nesta tarefa, elaborando projetos arquitetônicos comprometidos com a sustentabilidade, buscando inclusive a diferenciação das demais construtoras auxiliando no processo de certificação de empreendimentos (leia mais em http://cuboverde.com.br/veja-como-a-sustentabilidade-pode-contribuir-para-as-estrategias-de-crescimento-de-sua-construtora-incorporadora/)